Também mal remunerada.
Porém, houve uma época em que se pensava no futuro. Era a realidade daquele momento, que o tempo mostrou ser equivocada. Hoje, para manter a minha condição de médico assistente, para a qual fui formado e me diplomei, tenho que trabalhar em torno de 80 horas por semana.
E dentro desta masmorra que se transformou o INSS, fico torcendo para chegar sexta feira, na certeza que no sábado e no domingo, lá não estarei. E grande parte das mazelas vividas hoje pela categoria se deve a uma gestão desastrosa da nossa associação, que não soube dar os rumos corretos às negociações, e fez opções totalmente contrárias aos anseios da classe. Imposições, decisões tomadas de cima para baixo, pseudamente democráticas, pois eram tomadas em assembléias manipuladas, feudalismo, autoritarismo, tramóias, e outras adjetivos, marcaram os últimos anos da ANMP, que hoje se encontra sem rumo, com uma dicotomia total entre os associados, e tendo pela frente um governo que pretende acabar de vez com a carreira que ele próprio criou.
Para mudar esta situação, faz-se necessário eleger uma diretoria que precisa antes de tudo, ser democrática, procurar conhecer a categoria, suas diversas facetas, e seus anseios.
Trabalhar junto às diversas entidades ligadas à classe médica, no sentido de ter aliados. Fazer forte lobby no congresso nacional, para ter lá, deputados e senadores que falem por nós. Buscar diálogo com a alta cúpula do INSS, para afinar o discurso, e criar uma identidade para a Perícia Médica, coisa que no momento não existe. Rever o funcionamento da associação, para que ela não concentre tanto poder nas mãos de uma única pessoa.
Enfim, estas são algumas das minhas expectativas frente à futura diretoria da ANMP.
Enfim, estas são algumas das minhas expectativas frente à futura diretoria da ANMP.
